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| (Foto: Frankie Marcone/Futura/Diário) |
Ao final dos 90 minutos, a derrota do bicolor paraense por 3 a 0, gols de Rodrigo Pimpão e de Vinícius Pacheco duas vezes, jogou o time à velha rotina de calvário como visitante – o time segue sem saber o que é vencer nos domínios adversários. Com a derrota, o Paysandu estancou na zona de rebaixamento, em 18º lugar, com 23 pontos em 22 rodadas. Já o América-RN escapou do Z4 e chegou à 15ª colocação com 25 pontos.
Jogando sem o seu experiente volante Vanderson, substituído por um Fabiano Silva em forma física e técnica muito ruins, o Paysandu começou o jogo sofrendo pressão dos donos da casa. Aos 14 minutos, o Diabo Vermelho abriu o placar. Rodrigo Pimpão recebeu a bola na direita e chutou forte. A bola desviou em Gilton e ficou fora do alcance de Paulo Rafael, fazendo 1 a 0 América no placar.
Após o gol, o jogo ficou mais truncado no meio de campo e o Papão igualaria as ações, mas só chegou a ameaçar o gol do arqueiro Andrey com chutes de fora da área de Iarley e Jailton, aos 29 e 39 do primeiro tempo, enquanto o América causava lances perigosos, principalmente através dos avanços de Rodrigo Pimpão.
Para a segunda etapa, o time bicolor voltou mais concentrado e com mais posse de bola, enquanto o América espreitava o gol bicolor em rápidas subidas de contra-ataque. Eduardo Ramos levou perigo em um chute de dentro da área aos 9 e aos 15 minutos em cobrança de falta direta, em ambos esbarrando em grande defesa de Andrey.
Paulatinamente, no entanto, o time do América foi tomando mão da partida e contendo o ímpeto bicolor.
Quase ao final da partida, em dois lances, os donos da casa definiram o marcador. Vinícius Pacheco, aos 45, pegou contra-ataque e disparou em direção ao gol bicolor, driblou Paulo Rafael e marcou 2 a 0. Três minutos depois, após cobrança de falta de Rai, Vinicius recebeu o rebote de Paulo Rafael, driblou o arqueiro bicolor e deu números finais ao jogo – América 3 a 0 Paysandu.
Falta de Vanderson foi sentida
O grupo bicolor estranhou o resultado conquistado em Goianinha. Até poucos minutos para o final da partida, o jogo se desenhava como uma derrota por 1 a 0, com o time bicolor apresentando chances de empatar o jogo. Em um piscar de olhos, no entanto, o jogo descambou para uma goleada em favor dos donos da casa.
“O futebol tem dessas coisas. O time passa o jogo inteiro dominando e, no final, em duas bobeiras, todo trabalho se perde. Tocamos bem a bola, tivemos boas chances no segundo tempo, mas quando o marcador aponta 3 a 0 pro adversário ninguém vai ligar pra isso”, comentou o lateral-esquerdo Gilton, após a partida.
Outro atleta da defesa bicolor, Yago Pikachu, afirmou que a perda do volante Vanderson, às vésperas do jogo - reclamou de dores musculares - , atrapalhou o trabalho no sistema defensivo. “Com certeza as coisas poderiam ter sido diferentes, porque a gente estava acostumado a jogar com o Vanderson naquela função. Não tivemos tempo de treinar com o Fabiano, acho que ele até jogou bem, mas muda muito quando uma peça importante fica de fora”, afirmou o jovem lateral-direito alviazul.
Há várias rodadas sem sequer ser relacionado para o grupo do Papão, o meio campista Alex Gaibu teve cerca de cinco minutos para entrar em campo e tentar ajudar a equipe a mudar o resultado da partida. “Não tivemos muito tempo para mostrar o nosso trabalho, tentamos ajudar, mas o time tomou o segundo gol tão logo eu entrei. Mas é isso, estamos trabalhando para reconquistar nosso espaço e quando o professor precisar de nós, estaremos aí para ajudar”, afirmou o meia, que completa nesta terça-feira um ano vestindo a camisa do Paysandu.
Desfalque de última hora, o volante Vanderson retorna a Belém para tratamento e não segue com a delegação para o próximo compromisso, no Paraná, nesta terça-feira, contra o time homônimo. Chegando à capital paraense, o atleta será avaliado pelo departamento médico bicolor para saber qual o grau da lesão que sofreu. Vanderson começou a reclamar de dores no caminho para o estádio Nazarenão e foi substituído às pressas por Fabiano Silva. Arturzinho confirma que deve chamar mais um atleta de Belém para completar o grupo para a partida desta terça-feira, mas ainda avaliaria o nome do jogador a ser chamado.
Não existe tempo para lamentar
O Paysandu não perdeu tempo. Logo após a derrota para o América-RN, o time já se preparava para viajar mais uma vez e já neste domingo chegou a Curitiba (PR). Para a partida contra o Paraná, quarto colocado da competição, o técnico Arturzinho não poderá contar com o capitão Vanderson e deve chamar um atleta de Belém para completar o grupo. “Preciso saber como estão os trabalhos com o grupo que ficou em Belém primeiro. Esta segunda-feira devo ter o nome”, disse o comandante.
E o jogo desta terça-feira (17) desperta recordações de outra competição. “Fizemos um grande jogo contra o Atlético Paranaense, na volta da Copa do Brasil. Não conseguimos marcar o gol que nos daria a classificação, mas acho que poderíamos ter ido mais longe, se o juiz não marcasse aquele pênalti inexistente para os donos da casa”, relembra o meia bicolor Alex Gaibu, sobre sua última lembrança de atuar na Vila Capanema, contra o Paraná Clube, próximo adversário na Série B.
Gaibu, que atuou improvisado como lateral-esquerdo na ocasião, voltou a ter oportunidades no time bicolor no jogo contra o América-RN e espera poder voltar a ser relacionado outra vez em Curitiba.
“Por mais que o técnico não esteja nos aproveitando, estamos sempre trabalhando sério para quando a oportunidade chegar. Se for para jogar só mais alguns minutos, eu não me importo, mas gostaria de jogar essa próxima partida”, diz o meia.
Se por um lado, jogar na Vila Capanema lembra a eliminação da Copa do Brasil, por outro, enfrentar o Paraná também traz outras lembranças ao Paysandu. “Foi contra o Paraná que conquistamos nossa primeira vitória na competição. Quem sabe a gente não conquista contra eles a primeira fora de casa?”, comenta Gaibu.
Arturzinho tenta minimizar 3 a 0
Para o comandante do Paysandu, Arturzinho, a derrota de 3 a 0 diante do América-RN foi um resultado muito desagradável, mas que poderia ter sido evitada, caso o time bicolor aproveitasse melhor as oportunidades que teve.
“Esse placar não diz o que foi o jogo. Fomos dominados durante a maior parte do primeiro tempo, mas o time reagiu na segunda etapa, criou chances mas finalizou pouco. Acredito que o grande problema foi a falta de um matador no time, uma peça que eu venho cobrando há algum tempo pois está em falta no elenco”, define Artur.
Sobre a falta que Vanderson fez no time, o técnico relativizou. “Ele é um excelente jogador, não é a toa que conquistou tantas coisas, mas não acho que foi tão decisivo assim. Para a posição dele, colocamos o Fabiano Silva que foi bastante esforçado. Acho que a diferença maior foi na finalização. Time que não faz gol leva, e aqueles dois gols no final foram um castigo”, definiu o comandante alviazul.
Arturzinho diz que o seu time continua numa crescente, e aponta o bom toque de bola a partir da segunda etapa, como um fator desse crescimento. O técnico espera que a derrota por goleada não abale o emocional do grupo para as próximas rodadas.
“Com todo respeito, mas o nosso time é melhor que o do América de Natal. Já vencemos equipes melhores nessa competição e acredito que ainda vamos reconquistar os pontos dessa partida. O grupo não pode se deixar influenciar por essa goleada e achar que está tudo errado, porque não é assim”, diz.
Diário do Pará

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