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| (Foto: Mário Quadros/Diário do Pará) |
Reencontrar o Paraná, no entanto, parece transparecer uma segurança a mais na equipe do técnico Arturzinho. No primeiro turno, os bicolores venceram o time paranaense por 2 a 0, no Mangueirão. De lá para cá, o destino de ambas se distanciou de uma modo que o retrospecto não pode soar como referencial, mas sim a situação real de jogo.
O Paraná não anda bem das pernas, vem de duas derrotas consecutivas, sendo uma em casa, a primeira em 11 meses. Soma-se também o fato de estar com alguns desfalques e peças que nem de longe agradam a torcida. No entanto, ainda tem fôlego para figurar entre os quatro primeiros da tabela, com 39 pontos, em quarto colocado.
Enquanto luta para espantar a crise que se aproxima, o Paysandu tenta, mais uma vez, se refazer de um baque indigesto. Foram quatro jogos sem perder, mas a esperança de vencer fora de casa tomou um banho de água fria, obrigando o Papão a permanecer num ansioso aguardo pela estabilidade definitiva.
Em relação ao time, também existem dúvidas que fogem à vontade de Arturzinho. Vanderson, por exemplo, foi desfalque na véspera da última partida, e ainda não está totalmente confirmado no time, assim como Eduardo Ramos, que sentiu dores no joelho e foi atendido pelo departamento médico.
São situações semelhantes dos times, mas em campanhas desiguais.
Trio titular está sob cuidado médico
Os resquícios da derrota para o América-RN ainda estão expostos perante os olhos do Paysandu. O abalo moral não é o pior dos males, mas a condição de alguns atletas parece ser crucial, caso não queira sofrer novamente em terras adversárias. Do jogo passado, pelo menos três atletas sentiram e reclamaram junto ao departamento médico e encontram-se em estado de observação, até momentos antes do jogo contra o Paraná.
O caso mais grave é do volante Vanderson, impedido de jogar devido à uma lombalgia que o já afetava anteriormente. “O Vanderson está com um processo de lombalgia aguda, mas já estava melhor e não reclamava tanto das dores. E com o tratamento realizado, esperamos que ele melhore e esteja à disposição do Arturzinho”, explica o médico do clube, Wilson Fiel.
Ele também falou sobre a situação de Eduardo Ramos. O meia reclamou de dores no joelho. “O jogador disse que tem condições de jogar contra o Paraná, mesmo sentindo essas dores. O importante, no momento, é que a gente faça um tratamento adequado para que ele não sinta essas dores. No último jogo teve uma leve contusão, por isso sente algumas dores”, prossegue.
Por fim, em um estado mais confiante, o médico diz que a situação do atacante Iarley não causa problemas, mas é importante realizar um trabalho de recuperação por conta do volume exacerbado de jogos disputados, que se somam às longas viagens. “O caso do Iarley diz respeito às dores musculares. Entendemos que seja um processo de fadiga muscular, devido ao ritmo de jogos, mas não há problema que o impeça de participar do próximo jogo”, garante Fiel.
Falhou, mas ganhou mais um voto de confiança
Um dos jogadores mais abalados com a situação que o Paysandu atravessa, pelo menos em termos de se expressar nas entrevistas, é o goleiro Paulo Rafael. A identificação com o clube alviceleste é grande, mas nem sempre foi vista com bons olhos pela torcida. Alternando boas e más atuações, o certo é que ele estabeleceu-se na meta do time e quer, a todo custo, apagar o jogo passado, onde sofreu três gols, sendo dois nos instantes finais da partida, em lances contestados.
“O Paysandu tem uma grande torcida, tem elenco, tradição e não pode cair. Estamos empenhados para este jogo contra o Paraná, mesmo com essa derrota. Todo mundo está triste, eu principalmente, pelos dois gols levados no final. Agora é olhar para frente e correr atrás dessa vitória”. No último gol sofrido, aos 49 do segundo tempo, a bola foi alçada na área do goleiro, mas ao tentar agarrá-la, Paulo Rafael deixou escapá-la e o atacante adversário não desperdiçou a chance de ampliar o resultado.
Por essas e por outras situações já comuns, o atleta diz que o Paysandu ainda sofre uma espécie de falha nos momentos finais. Assim tem sido há várias rodadas, quando o resultado às vezes foi até favorável, mas um lance, um lapso de descuido, foi o suficiente para o adversário marcar gol, pondo em risco o resultado final.
“Eu creio que na hora do jogo, acontece algum imprevisto. Claro que ninguém quer levar gol. O time busca a vitória, principalmente eu, que estou empenhado há tanto tempo. Ninguém gosta, é complicado. O Paysandu tenta buscar o resultado, mas acaba levando gol. Infelizmente, no futebol acontece isso, mas o time vai para cima, botar pressão”, promete o goleiro.
Diário do Pará

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