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Paysandu chega a quatro partidas sem derrota

Written By Unknown on quarta-feira, 11 de setembro de 2013 | 05:24

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O princípio de noite chuva não impediu que mais de dez mil bicolores comparecessem ao estádio da Curuzu, ontem à noite, para assistir a sofrida, emocionante e, sobretudo, importante vitória do Paysandu sobre o Ceará, por 2 a 1, em partida válida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Os pontos somados foram suficientes para tirar os bicolores da zona de rebaixamento, deixando o time na 16ª posição, com 23 pontos.

A partida começou vibrante. O Paysandu se encheu de confiança e logo foi para o ataque. Logo aos dois minutos, Gilton cobrou escanteio, a bola parou no meio da área; no rebote, Pablo arriscou o primeiro chute perigoso. A resposta cearense veio no cruzamento de Rogerinho na direção do gol, assustando o goleiro Paulo Rafael, que afastou para escanteio.

Contudo, a pressão bicolor logo deu resultado. Aos oito minutos, Eduardo Ramos arriscou, a bola quicou e enganou o arqueiro Fernando Henrique. A vantagem fez o jogo ficar corrido, com chance dos dois lados.

Na segunda etapa, o Ceará fez a primeira troca, enquanto o Paysandu manteve a base. Aos dois minutos, o atacante Aleílson foi derrubado na área, mas o árbitro catarinense Ronan Marques da Rosa mandou seguir o lance. Na sequência os cearenses cresceram e passaram a explorar os contra-ataques, escancarando mais uma vez a tradição bicolor de sofrer pressão no segundo tempo.

Aos 21, confusão na área bicolor. A bola mal rebatida tocou nas costas de Ricardinho e engaou o goleiro Paulo Rafael.

Mas, no apagar das luzes, aos 39 minutos, Heliton, que havia entrado no lugar de Aleílson, driblou o adversário pela esquerda e disparou o chute, sem chance de defesa. Foi o gol da vitória dos bicolores, que agora já não perdem há quatro partidas seguidas.

Segundo gol fragilizou os cearenses
O resultado gerou insatisfação entre os cearenses. Quando esteve bem na partida, a equipe do técnico Sérgio Soares permitiu a virada. E justo por ter feito um primeiro tempo equilibrado e manter em vários momentos o domínio das ações, na etapa final, foi difícil aceitar a derrota.

“O nosso time teve um bom volume bom de jogo, assim como eles, mas infelizmente o resultado não veio. Achei que o juiz segurou muito o jogo, mas não deu e agora vamos trabalhar daqui em diante”, lamenta o volante Diogo Orlando.

Para o treinador, a derrota poderia ter sido evitada se o time não desperdiçasse tantas oportunidades. “Equilibramos bastante a partida no segundo tempo. Coloquei um homem de referência, o Léo, também trouxe o Rogério, que deu mobilidade, trouxe o Mota, tanto que conseguimos o gol, com condições de fazer mais. A partir dos 25, 30 minutos, o jogo ficou equilibrado, e eles foram mais felizes, num descuido nosso”, encerra.

Saiu do banco para tirar o Paysandu da zona
A última partida de Heliton pelo Paysandu foi na derrota para o Icasa, em plena Curuzu, na 17ª rodada da Série B. Desde então, o atacante não havia tido muitas oportunidades de jogar, mas a entrada dele, aos 14 minutos do segundo tempo do jogo de ontem, em substituição a Aleílson, foi determinante para que o Paysandu garantisse a vitória sobre o Ceará, com um belo gol do atacante, aos 39 minutos, do segundo tempo.

“Foi uma jogada que a gente vem treinando. Não daquela forma, mas o professor pede para a gente ameaçar muito e pegar a bola na frente. Foi rápido. Quando a vi, a bola já tinha passado, e eu ameacei. Aí o zagueiro se jogou e eu bati. Graças a deus a bola parou no fundo da rede. Foi um gol bonito, mas o importante é que deu três pontos e nos tirou d zona de rebaixamento”, relembra, já com dois gols na Série B.

Heliton comemora a oportunidade e o gol marcado, e faz questão de exaltar o comando técnico do time. “As coisas mudaram. E o responsável por isso é o Arturzinho. Ele é um pouco chato às vezes, cobra muito, trabalha e pega no pé, mas ele sabe que só assim vamos sair dessa situação. Ele passa as coisas para a gente fazer nos jogo e hoje deu certo. Ele exige que o time corra, que todo mundo marque e hoje fomos felizes dessa forma”, diz, sem antes dar uma ‘cutucada’, por um espaço no meio de tantos medalhões.

“Quando não temos ritmo de jogo, a gente encontra dificuldade. Hoje foi um dia, mas trabalhei pesado e deu certo. Essa característica minha de jogo, apesar de não ter utilizado muito, deu certo e o zagueiro caiu, daí saiu o gol”, conclui o atacante.

Arturzinho destaca evolução
Na avaliação do técnico Arturzinho, a vitória, mesmo que sofrida, representou um avanço na qualidade técnica do time, que, embora ainda sofra muito com o cansaço físico, tem mostrado cada vez mais entrosamento e poder de decisão, tirando em parte a estigma de só tomar gols no segundo tempo.

“Mesmo levando o gol do empate, que desestabilizou a equipe, hoje as coisas se inverteram. Pela primeira vez fizemos o gol no final. Antes era o contrário. Contra o Palmeiras foi assim, mas hoje fizemos diferente”, avalia. Quanto ao rendimento, ele não esconde a deficiência, mas encontra nas longas viagens a justificativa.

“Existe uma queda natural de rendimento. Eu tenho conversado com outros profissionais e eles dizem que o campeonato está desgastante. São jogos, terça, sexta, sábado. Fizemos 23 horas de trajeto no jogo passado. Isso é para ir ao Japão e voltar. É obvio que o time sente no segundo tempo e com o resultado desfavorável piora, mas o torcedor tem que ficar do lado”, pede.

Com a vitória, o Paysandu soma quatro partidas sem perder e, segundo ele, pode finalmente postular posições mais correspondentes às tradições do bicolores na Série B. “Quem dera que fosse assim até o final, empatar fora e ganhar em casa. E ganhamos de dois adversários de alto nível. Ceará e Sport postulam ascensão e nós saímos agora da zona, mas espero não voltar mais, porque é desgastante demais”, encerra o técnico.

Diário do Pará
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